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sábado, 28 de abril de 2007

Hard disk Deskstar 7K1000.

Você precisa mesmo de 1 terabyte de espaço? Não estaríamos como Adão e Eva? a explorar nossas possibilidades sem nos preocuparmos como os outros detalhes que fazem parte de nossa vida? E como Adão e Eva não pensamos nas conseqüências? Nesse caso especifico como será que ficarão os sistemas de backup? Como armazenar todo esse conteúdo? Tudo poderá aumentar a partir de agora, inclusive e principalmente os custos aqueles que em primeiro momento vem com um grande dose de açúcar.

1 TB, esse já é o novo hard disk a Hitachi e a Seagate prometem, mas...

Quem será a primeira? Não sei. Mas o primeiro anúncio já tem 4 meses e foi a Hitachi quem deu o primeiro passo anunciando o hard disk de 1 terabyte, bem eu sinceramente fico pensando - o que significa isso? Como usuário o que isso me trará de benefícios? É talvez minha cabeça de brasileiro não tenha as mesmas expectativas das outras (com toda certeza) eu as voltas com problemas simples do cotidiano e de repente hard disk de 1 terabyte.

Este ano os hard disk estão fazendo 51 anos se falarmos de era PC serão 27 anos, a história dos hard disks e o IBM-PC compatível se inicia em 1980 quando a Shugart Technology lançou o ST-506, este disco era de 5.25 polegadas e tinha a capacidade de 5 mb depois de formatado (e foi meu primeiro hard disk, em 1986). Quem esta lendo esta matéria e leu algum outro artigo sobre a história dos hard disk já dever estar pensado que cometi algum deslize, não cometi não a Shugart Technology é hoje conhecida como Seagate Technology. Em 1981 a Seagate já inovava e lançava a interface ST-412 e o hard disk de 10 MB e ambos os discos gravavam dados usando a codificação MFM (Modified Frequency Modulation). Para os curiosos a Shugart foi forçada a trocar seu nome porque a Xerox era proprietária da Shugart Associates, ambas as empresas haviam sido fundadas por Alan Field Shugart (September 27, 1930 – December 12, 2006) um físico nascido em Los Angeles com passagem pela IBM RAMAC (onde "por acaso" nasceram os hard disk em 1956). Em 1977 a Xerox adquiriu a Shugart Associates que havia sido fundada em 1973. A Shugart Technology foi fundada em 1979 e Alan tinha nessa empresa um sócio que se chama Finis Conner.

Voltando a 2007, a Hitachi promete a comercialização do hard disk de 1 terabyte já no primeiro quarto deste ano e não podemos deixar de mencionar que a Seagate fez um anuncio também, porem não revelou um único detalhe.

O hard disk de 1 terabyte da Hitachi promete ser mais barato que dois discos de 500 GB (este foram lançados em 2005) por volta de U$399,00. O hard disk se chama Deskstar 7K1000 e foi lançado em Las Vegas na CES (Consumer Eletronics Show) agora no inicio de 2007.

É interessante lembrar que o primeiro hard disk tem 51 anos (RAMAC 1956), o do PC 27 anos (ST-506) e a industria de hard disk levou 35 anos para lançar o disco de 1 GB (1991), mais 14 anos (2005) os hard disk alcançaram os 500 GB, e agora após 2 anos chegam a 1 TB.

Alguns detalhes destes hard disk gigantes, os discos de 500 GB possuem pratos (platters) de 100 GB e podem ate mesmo ter pratos de 1600 GB e diz a industria que o próximo passo será o prato de 250 GB.

O Deskstar 7K1000 é um hard disk com cinco pratos de 200 GB cada, e usa a tecnologia de gravação magnética perpendicular (PMR), sendo o primeiro hard disk de 3.5 polegadas da Hitachi a usar essa tecnologia, que já foi utilizada anteriormente em hard disks de 2.5 polegadas que são hard disk usado em notebook, claro que estes discos não eram de 1 TB.

O 7K1000 é um hard disk com 7200 rpm, sua interface é do tipo Serial-ATA e tem 32MB de data buffer que é quatro vezes maior que os 8MB e duas que os 16MB vistos nos discos SATA 2 atuais.Este hard disk será um SATA 3.0GB/s e terá também uma versão com interface Paralela-ATA 133. Como sempre a estratégia a ser usada para atrair consumidores será a mesma já tão comumente explorada, o preço por megabyte. Não importando a necessidade do usuário, não se investe em otimização, mas sim na necessidade continua da Industria de Informática de crescer e crescer e produzir mais e mais barato e mais rotatividade e menos, menos qualidade, menos durabilidade, enfim somos consumidores ávidos por avanço tecnológico, pela modernidade. È assim que a industria de computadores nos vê e nos rotula. Será verdade? Alguém por acaso já colocou – A que custo?

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Bad Blocks and Low-Level Format.

Tradução de um artigo de Daniel B. Sedory

CUIDADO - Uma definição completamente equivocada do termo Low Level Format pode ser encontrada ate mesmo nas paginas dos fabricantes de hard disk dada a confusão que o termo causa entre os usuários de que low level format e um utilitário que pode re-mapear BadBlock (bad sectors) quando na realidade o que e oferecido pelos fabricantes não passa de um utilitário que ira escrever 0 em todo o hard disk, esse tipo de serviço faz com que os dados que se encontravam no disco seja substituído por 0, impossibilitando a sua recuperação.

Toda essa desinformação esta ligada ao fato de que não há interesse por parte dos fabricantes em dar muita informação aos usuários ou mesmo dar explicações técnicas. O fato e que desde 1992 quando da introdução dos discos ATA não se pode mais fazer um Low level format nos hard disk, no inicio dos anos 80 os hard disk usado eram os MFM e os RLL e os mais comumente usados eram os Seagate esses discos tinham entre 20 mb e 40 mb, e não vinham pré-formatado dai a necessidade do low level format nesses modelos e para tal usava-se o debug do dos para acessar o endereço C800 do disco, cadastrava-se os erros que vinham em uma lista anexada ao disco e preparamos o disco para a formatação de lato nível que era a formatação do OS (sistema operacional), hoje em dia os discos já vem pré-formatados e a interface IDE não permite a formatação de baixo nível (low level format).

Um Low Level Format (LLF) significa a localização das trilhas e setores fisicamente defeituosos no disco e seu remapeamento, apos isso teremos a formação das duas listas de defeito, uma chamada de P-LIST (physical defective list) que e conhecida como lista de defeito do fabricante, pois ela já vem de fabrica e somente o fabricante tem acesso a ela, e a outra lista que e a G-LIST (growing defective list) que e conhecida como lista de defeito do usuário. 

Os discos modernos são muito mais complexos que os discos MFM e RLL, os motores mudaram, as velocidades mudaram e os tamanhos mudaram, toda essa modernidade trouxe consigo uma estrutura interna muito complexa onde temos a ZBR (zone bit recording), um sistema chamado servo data, e outros controles extremamente minuciosos. 

É muito importante que os usuários e os vendedores e os técnicos estejam bem informados a respeito deste assunto, pois em um eventual problema é necessário que se tome a direção correta e também que não se faça um serviço incorreto pois em hard disk qualquer decisão errada normalmente não tem volta. Muitos hard disk que poderiam ser reparados e muitas recuperações que poderiam ser realizadas não tiveram sucesso porque "esbarraram" em decisões errôneas no primeiro momento. 

O que todos precisam entender é que da mesma forma que se pode "achar" um utilitário para se fazer um recovery na Internet, há bisturis à venda em varias casas do "ramo", nem por isso é recomendado que uma pessoa sem a devida formação profissional faça um parto cirúrgico em uma gestante.


"Caution: Misuse of the term “low-level format” can even be found on the web pages of major HDD manufacturers! Due to the misconception by consumers (probably because of faulty media stories) that erasing a drive can only be accomplished with a "low-level format" utility, many HDD manufacturers have finally started to use that term to describe zero-fill utilities instead; but it's still incorrect usage! (Some techs/HDD manufacturers are also using the mixed term: “low-level zero-fill” which is more accurate). "

"To Low-Level Format (LLF) a drive, really means to set up the physical locations of its tracks and sectors on the platter itself! And embed that data in the control structures of the drive! Because of the complexity of a modern drive's internal structures (which includes zoned-bit recording and even servo data on the disk itself), a true LLF can only be done at the factory! Very old (less than 30 MiB in most cases) MFM drives did have LLF programs that consumers could occasionally use; thus the reason for the idea that they might still be useful."


"The only site I've found which gives a comprehensive view and correct definitions for all formatting terms is: Low-Level Format, Zero-Fill and Diagnostic Utilities; or this page specifically about misuse of the term: Low-Level Formatting. One of the few HDD manufacturer pages that gently try to guide the consumer in the right direction can be found at Seagate's site here. A confusing letter from one HDD manufacturer dated JAN 2000 is found here; first it refers to a tiny drive utility as a "low-level format tool" (incorrectly), but then it proceeds to state why you cannot perform a low-level format on the HDD! "


This is an article from Daniel B. Sedory; a data recovery professional that lives and works at California USA.


Será permitido o uso do artigo desde que seja citada a fonte e o autor (LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998).

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