sexta-feira, 13 de julho de 2007

Como os Hard Disk são usados II - Fragmentação

O hard disk e a fragmentação

Os dados são escritos e lidos em um hard disk de forma linear (normalmente) e em um único segmento de dados.
Isso ocorre para aumentar o desempenho de escrita e leitura, quando muitos arquivos são escritos no hard disk a relação dos dados com disco vai começando a ter outra característica, bem como as falhas irão afetar arquivos no futuro, uma vez que os arquivos irão ocupá-las e quando um arquivo não cabe em uma dessas falhas ele irá ocupar duas ou mais falhas e isso é a fragmentação.

Considerando que o hard disk é um enorme prato cilíndrico e que nele estão armazenados 0s e 1s, só existe um meio de lermos estes 0s e 1s, a cabeça de leitura magnética precisa mover-se diretamente sobre os dados e ai os lê. Se todos os dados de um arquivo estiverem em uma pequena área, a cabeça de leitura somente precisara se mover neste pequeno espaço e não em toda a extensão do disco para buscar todo o arquivo. Mas se as partes do arquivo estiverem espalhadas por toda a superfície do hard disk as cabeças de leitura e escrita irão se mover por toda a extensão do prato de forma a coletar todas as partes do arquivo. A diferença poderá ser insignificante em se tratando de um arquivo, mas imaginemos um servidor com milhares de arquivos e movimentações, nesse caso iremos assistir imediatamente a queda do desempenho.
Informática quero dizer a micro computação tem alguns conceitos errôneos e destes quero destacar o que diz que hard disk novo não esta sujeito a fragmentação e outro que diz que o sistema operacional NTFS mantém o hard disk desfragmentado.

A primeira dessas afirmações que hard disk novo já vem desfragmentado é simplesmente uma mentira, pois hard disk novos pode ter uma extensa fragmentação e isso ocorre devido a instalação do sistema operacional e de alguns utilitários que se faz no primeiro momento, nesse ato teremos muitos arquivos temporários e muitos arquivos que vão sendo escritos e apagados. Se tivermos troca de sistema operacional pelo sistema upgrade a fragmentação poderá ser ainda mais acentuada pois poderemos iniciar o processo de upgrade em um hard disk já fragmentado.
Podemos dizer que o sistema operacional NTFS trabalha de forma a evitar a fragmentação, mas não impedindo que ela ocorra, o que acontece é que ele faz o máximo para evitar. O NTFS procurara sempre usar os espaços fragmentados do disco em primeiro lugar e não novos espaços. Não há, portanto nenhuma função ou pré função no NTFS encarregada de desfragmentar hard disk em operação continua.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Como os Hard Disk são usados I

Em um nível bem simplista de ver as coisas, hard disks são dispositivos de escrita e leitura. Mas esse tipo de explicação não o ajuda a tomar decisões de como você pode gerenciar seu hard disk. Fato é que você precisa ir um pouco mais fundo em seu aprendizado sobre os hard disks.

Analisemos um exemplo bem básico, hipoteticamente temos um Servidor master com Windows 2003 Server e este servidor funciona como um servidor de impressão em seu escritório. Na média de uso teremos que 20 usuários interagem com esse servidor diariamente, gravando trabalhos e apagando arquivo, e os imprimido é claro.

Este servidor seria, por exemplo, um Xeon com 4gb de memória ram e 1tb de hard disk. Esse hard disk esta configurado para ser um volume sem margem de tolerância a defeito, e para que seja evitado um desastre, toda noite realiza-se um backup preventivo.

Em um dia normal de trabalho 200 trabalhos são enviados ao servidor para serem impressos, a velocidade de transmissão dos terminais para o servidor esta normal e funcionando a contento.

Ao receber os arquivos para impressão, o servidor escreve-os temporariamente no hard disk para ordenar as impressões evitando assim uma pane no sistema, por congestionamento. Após as impressões dos arquivos serem realizadas os mesmos são imediatamente apagados do servidor. Essa é a forma como opera um servidor de impressão baseado em Sistema operacional Windows.

Durante o dia de trabalho, algumas dezenas de documentos do Office do tipo arquivos de texto do Word (doc), planilhas eletrônicas Excel (xls) e apresentações do Powerpoint (ppt) são acessadas e até mesmo editadas no servidor.Alguns desses arquivos são pequenos e outros grandes, uns são simples e outros complexos contendo ate mesmo áudio e vídeo. Durante as operações normais dos utilitários do Office, vários arquivos são salvos no hard disk do servidor o tempo todo e sempre em primeira mão como arquivos temporários. Esses arquivos temporários são na realidade arquivos que funcionam como backups temporários para que em caso de uma queda de energia os arquivos em progresso de impressão possam ser recuperados. Não é nada incomum que dez arquivos ou ate mesmo 100 temporários seja criados para um único arquivo que esta sendo editado. Mas uma vez que este arquivo é salvo e fechado todos os temporários que foram criados são apagados.

Este é um pequeno exemplo, você poderá ter milhares de arquivos criados, editados, salvos e apagados durante um dia normal de trabalho em um servidor. Para a mídia do hard disk isso não é um problema, desde que tenhamos espaço no hard disk e velocidade de rede suficiente para a realização dessas operações. Entretanto se observamos mais profundamente, nos iremos ver que existe uma potencial situação de risco pelo impacto que poderá ser causado na estabilidade da rede e também no desempenho em função da quantidade dessas operações. E nesses casos o que mais observamos é que a falta de organização dos arquivos no hard disk e sua manutenção preventiva serão os responsáveis pelo início dos problemas nisso esta incluso a fragmentação do hard disk.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Piriquito come milho papagaio leva a fama.

Quando eu tinha 8 anos de idade e frequentava o Grupo Escolar, escutava muitos ditos populares e entre eles o "piriquito come milho papagaio leva fama", dizia-se muito quando os mais velhos faziam arte e colocam os mais novos como autores. O tempo passou mas a pratica continua so que agora com uma nova aplicação. Entre 2001 e 2002 na ncidade de Sertãozinho iniciou-se a modernização da central telefonica, passando parte da plataforma analogica para digital para que assim pudessemos ter novos serviços, mas um fato da epóca marcou me sobremaneira e nõ consigo esquecer. Por conta dessas mudanças houve em determinado mes uma pane na central e por conta dessa pane algumas cobranças não tinha como serem verificadas, mas a companhia apoiada pelo governo tomou uma atitude que considero fantastica, repassou a conta para os assinantes e avisou-nos atravez de uma carta sobre o tal fato. Ao ler a missiva, passeia a matutar: como é bom ter uma caneta no Brasil, como deve ser bom repassar a incompetencia para outrem, imaginem se todos pudessemos fazer o mesmo, se escritório não teve serviço suficiente este mes? algumas contas não poderão ser pagas? Sem problema, emita alguns boletos e convoque os vizinhos para pagarem. Sua empresa teve pessimo dezembro? Não tem como pagar o décimo terceiro? Sem problema, emita algumas duplicatas e desconte-as. Facil não, voce pode até pensar que estou "surtando", mas no Brasil isso acontece, claro que não é permitido a todos os Brasileiros, nõa isso não, mas alguns privilegiados podem repassar suas incompetencias para o povo, e nada lhes será ao menos questionado. Brasil terra de ninguém.
Para os que me acham exagerado, leiam a materia do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) que lí ao garimpar sobre as mazelas que enfrento pelo simples fato de ser brasileiro. Todos somos sabedores que se houve apagão a culpa não foi nossa, não foi o povo responsavel, e sim de que admistra nossos impostos, nós - o povo - sempre pagamos a conta pois não temos a caneta, somos o patrão mais desrespeitado do mundo, não temos nehum direito na não ser pagar. Bem leiam a materia a seguir e aqueles que quizerem - gritem - ainda que tardiamente - grite - mostre a eles que voce já ficou sabendo.

ENERGIA ELÉTRICA







9 de Dezembro de 2002

Liminar do Idec: consumidores de São Paulo não pagarão mais a conta do apagão






O Idec obteve mais uma importante vitória para os consumidores. O Juiz Federal Djalma Moreira Gomes, da 7ª Vara Civel de São Paulo, concedeu à associação uma liminar isentando os consumidores do Estado de São Paulo do pagamento da "recomposição tarifária extraordinária" -tarifa criada para compensar as perdas que as distribuidoras alegaram ter tido durante o racionamento de energia- e do "encargo de capacidade emergencial", popularmente conhecido como seguro anti-apagão, cobrados nas contas de luz dos consumidores residenciais desde março de 2002.

A liminar (Leia a íntegra) foi concedida na ação movida pelo Idec contra a Aneel e as empresas Eletropaulo, CPFL, Elektro e Bandeirante.

Após dar oportunidade à Aneel e às empresas para se manifestarem no processo, o juiz acolheu os fundamentos do Idec, considerando que a responsabilidade pela compra da energia que se fizesse necessária para garantir o atendimento da demanda (atual e futura) do mercado de energia elétrica é das empresas, que se obrigaram a isso ao assumir a concessão do serviço.

Segundo a decisão, as empresas "não podem agora, a vista de um acontecimento previsível como a crise energética, pretender repassar seus custos aos consumidores, em uma espécie de empreendimento capitalista sem riscos". O juiz considerou urgente a liminar pela quase impossibilidade de os consumidores obterem a restituição dos valores pagos indevidamente, "seja pelo grande número de prejudicados, seja pela modicidade dos valores individualmente considerados".

Para Marilena Lazzarini, coordenadora-executiva do Idec, a decisão é mais uma demonstração da força dos consumidores e do bom senso do Judiciário. "Um minucioso laudo técnico preparado por especialistas da área, apresentado pelo Idec na ação, demonstra que a crise de energia elétrica ocorrida em 2001 foi provocada exclusivamente pela negligência das próprias empresas. Repassar as suas consequências aos consumidores, que já foram submetidos às cobranças de sobretaxas e ameaças de corte em razão do racionamento de energia, chega a ser imoral".

A decisão começará a ser cumprida assim que as rés forem intimadas oficialmente da decisão


Apagaram a luz da nossa casa, nos impuseram normas e ao final nos passaram a conta da economia que nos obrigaram a fazer, por conta da diminuição no faturamento de quem nada fez para a situação não acontecer. É mais facil passar a responsabildade para outros, pricipamente para quem não se importa, que não sabe o que é direito, quem não lê e não toma conhecimento dos absurdos que aqui acontecem. Isso é antigo tão antigo qanto a carta que Pero Vaz de Caminha escreveu ao rei de Portugal relatando a descoberta de tão glorioza e rentavel terra. Viva o Brasil.

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