terça-feira, 31 de julho de 2007

Marketing Multinível e o trabalho.

O Marketing Multinível é uma concepção de distribuição de produtos por pessoas, que consomem o produto e simultaneamente vendem o produto e convidam as pessoas que estão comprando o produto a vende-lo também, a recompensa deste trabalho é o fato de poder comprar o produto no atacado com desconto e vende-lo no varejo e também ser recompensado com uma comissão sobre as pessoas que recruta como vendedores, que por sua vez irão consumir e vender.

Para desenvolver esse trabalho a pessoa tem que ter tino comercial e também ser um relações públicas, a esse predicados outros serão adicionados. As pessoas que participam desse negócio recebem treinamentos que vão de como se comportarem em uma sala a montagem de estratégias mercadológicas com alto grau de refinamento. Todo esse treinamento é gratuito e o que pede em pagamento é que a pessoa ao estar bem treinada passe esses conhecimentos adiante seguindo o mesmo preceito - a gratuidade.

Lendo essa introdução e pensando o negócio propriamente dito, a idéia que vem a nossa mente é - isso é maravilhoso. Sim, seria se não tivéssemos o melhor e o pior do ser humano. Eu tenho entendido que o maior trabalho dos verdadeiros profissionais de MMN (Marketing Multinível) não é o treinamento e ou a estratégia mercadológica, mas sim o trabalho de separar o joio do trigo.

No MMN a grande alavancagem é o recrutamento, não há como ter um negócio em MMN sem pessoas. Uma vez que vendedores são consumidores e vice-versa, é no recrutamento que reside o maior segredo do sucesso. Ao vender um produto você tem um cliente e isso é tudo, no primeiro momento que este cliente receber uma proposta com um item um pouco melhor, seja ele preço seja ele um adendo a qualidade ou desempenho do produto, ele mudará na mesma hora. Ao recrutar uma pessoa para trabalhar no MMN, teremos um vendedor e um cliente, sendo que este vendedor enquanto cliente não será aliciado pela concorrência pois ele não terá interesse, ele esta consumindo e esta ganhando por consumir e também ganha por vender e ganha pelo recrutamento que faz. A isso irá aliar-se a fidelização, o segredo? Fácil, um produto que atenda a necessidade do consumidor, que siga uma das tendências atuais e que tenha um preço competitivo. Tendo isso teremos um binômio imbatível: consumidores satisfeitos e empresa financeiramente saudável.

Seguindo nosso tema temos que o recrutamento é a peça chave do negocio MMN. Muito bem em inglês chama-se o recrutamento de afiliação (eg.: afiliação -[De afiliar + -ção.] - afiliar [De a-2 + -fil(i)-2 + -ar2.] = 1.Agregar(-se) ou juntar(-se) a uma corporação ou sociedade. 2.Inscrever(-se) como sócio ou membro. [F. paral.: filiar. Cf. afilhar e afelear.]. Como podemos ver na etimologia da palavra ela se aplica inteiramente ao MMN, uma vez que o recrutado passa a ser um membro de uma comunidade e tendo uma participação nas vendas da comunidade ele se coloca como um sócio da empresa. A arma da empresa para atrair é essa premissa intrínseca ao recrutamento como acabamos de ver, esta nas entrelinhas mas muito fácil de se visualiza - Sócio e Lucro. De um simples cidadão, algumas vezes desempregado, a sócio de uma grande empresa com participação nos lucros. O investimento para dar início ao projeto? Minúsculo, muitas vezes ridículo de tão pequeno, acessível a todos, não requerendo nem mesmo um escritório com mais funcionários, somente uma pessoa e seu tempo, quem não se sente atraído pela idéia? Mas muitas vezes o requerimento do tempo será integral, e integral que digo são as 24 horas do dia, a atração muitas vezes chega as raias do absurdo, marca-se reuniões as 23:00 da noite e após uma ou duas horas ninguém aparece e ainda assim o recrutado estará lá no dia seguinte, disposto esperançoso e pronto para mais uma jornada, muitas vezes, de 20 horas de trabalho. E eu classifico esse trabalho de "trabalho escravo".

Ridículo? Eu pergunto. E muitos que poderão ler esse artigo irão pensar - sim, claro. Infelizmente não é bem assim, em alguns paises do mundo as pessoas são fisgadas pelo estomago, em outros pela mente, e em outros pelas duas. Quando digo estomago estou aqui trabalhando com um conceito que muitos não conhecem e alguns não fazem nem idéia que isso possa ser usado para atrair pessoas; estomago = a instinto de preservação = a necessidade básica. Mente = misticismo = igual a ID e EGO = necessidade básica. Temos posto isso, dizemos que quando uma mensagem carrega em sua construção o apelo a uma necessidade básica do ser humano um animal racional (e até mesmo de animais irracionais), a resposta vem por impulsos automático guiado exclusivamente pelo instinto. Se observarmos as teorias comportamentais iremos ver que tudo o que esta nesse artigo esta lá, a diferença é que aqui tento colocar de forma mais simples e lá teremos um emaranhado de teses, antíteses, hipótese e conceitos, dentro do chamado conhecimento cognitivo.

Gostaria de ter sido mais sintético, gostaria de ter sido um pouco menos prolixo, mas tenho comigo que externei aqui meu pensamento, minhas observações sem que com isso queira eu ser dono da verdade, simplesmente sou testemunha de acontecimentos que presencio e com base em minha formação na educação formal, coloco as vezes de forma até mesmo complicada, o que penso a respeito dos assuntos.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

O contrato e o MMN

Que bom seria se aqui fosse a Inglaterra, local onde a confiança ainda pode ser exercitada, onde papéis não são tão necessários. E porque não o são? Porque as pessoas conhecem seu próprio papel, sabe de seus direitos bem como sabe de suas obrigações, um não caminha sem o outro.

Devo lembrar a todos algo que aprendi na escola: "Toda ação resulta em uma reação igual e contrária." Este é um conceito de física imagine que estando em um carro inod de encontro a um muro a 60 kilometros por hora, o muro também virá a seu encontro na mesma velocidade. Não é muito difícil de transportar conceitos iguais a esse para nosso dia dia, é só uma questão de tempo.

Como escrevi no outro artigo sobre Esopo e La Fontaine, quero aqui completar o que prentendia quando o escrevi, e farei usando uma outra lingua para com isso mostrar que a maioria das ações e reações são universais, acontecem em todas as partes do mundo, onde existam seres pensantes. Não se esqueçam disso.

"EL CONTRATO LEONINO"

"Es muy común que entre particulares y también que entre éstos y el Estado se celebren pactos, convenios, o acuerdos que comúnmente conocemos como “contrato leonino”. Se dan cuando el contenido de las cláusulas beneficia a una de las partes y ninguna a favor de la otra. Este concepto del contrato leonino se inspira en la fábula de Esopo en la cual participan el león, la vaca, la cabra y la oveja. En general, los protagonistas de la fábula, como característica propia, son los animales que personifican el hombre del mundo real, de carne y hueso, con sus virtudes y vicios."

"Recordar a Esopo con su género literario satírico, es casi una necesidad para poder comprender la fábula. Se sabe que el estilo de escritura del griego, tuvo una influencia poderosa en la literatura de la edad media y del renacimiento, pero igualmente años después se revivió con los autores que aparecieron y continuaron construyendo fábulas. Un retrato de Esopo muy bien interpretado es de la autoría del pintor Velásquez y reposa en el Museo del Prado de Madrid. Está “vestido de esclavo, con ropajes harapientos y la cara tiznada por sus ocupaciones domésticas, con un libro en la mano derecha mientras que la izquierda está oculta entre sus ropajes” A pesar de la descripción, que no es muy favorable al fabulista, el óleo es hermoso y apunta de alguna manera a mostrar su personalidad. Es mucho mejor la humildad con que lo exhibe el pintor español que la extravagancia con que hubiera podido hacerlo un lambón. Al fin y al cabo Esopo es Esopo."

"La fábula de Esopo a que se atribuye la inspiración del contrato leonino es la siguiente: “Juntáronse un León, una Vaca, una Cabra y una mansa Oveja para cazar en los montes y repartirse después fraternalmente lo que apresaran. Bien pronto, con ayuda de todos, se cazó una hermosa cierva. Y el León dividida que la hubo en cuatro partes iguales, cuando cada cual pensaba tomar la suya, habló a sus compañeros con torvo ceño: La primera parte es para mi porque soy el León; la segunda me pertenece porque soy el más fuerte; la tercera también será mía, porque he trabajado más que todos; y si alguien me disputa la cuarta, tendrá que habérselas conmigo. De este modo se quedó con toda la cierva” Moraleja: cuando se tiene la honradez de la vaca, la inocencia de la cabra y la mansedumbre de la oveja, no se debe formar sociedad con los leones."

Muchas gracias a el Sr.Edgar Vergara Figueredo, el autor del texto.

Economista, periodista y escritor colombiano, nacido en Montería. Ha desempeñado en su trayectoria profesional altos cargo en la administración del gobierno nacional y regional, como también profesor de distintas catédras en universidades de su país.

Uno mas.

"Esopo entrega otra enseñanza: “Un buitre fingió que quería celebrar el día de su nacimiento, y convidó a las otras aves menores a cenar. Pero cuando las tuvo dentro de su cueva, cerró la entrada y las mató a todas” Moraleja: Si un poderoso te halaga y te convida, cuida de que no intente engañarte."

Não é muito difícil de entender o que está escrito acima, encontrei esse texto em um site em espanhol. Se estivesse em inglês também seria perfeito e em português diria eu: Retrato da realidade que vejo sendo vivida no Brasil, eu leio, assimilo e aprendo. E você?

MMN e Esopo

Quem foi Esopo:
Seis séculos antes de Cristo nascer, um escravo grego chamado Esopo escreveu algumas das obras mais importantes da literatura universal.

As fábulas de Esopo traziam animais que representavam a alma humana, com toda sua sujeira e toda sua grandeza - a vida de escravo deve ter servido bem à isso.

Coube ao poeta Francês Jean de La Fontaine recuperar e reunir os textos de Esopo, isso lá pelos idos do século XVII, num livro chamado 'Fábulas escolhidas'.

A moral no final de cada uma das estórias é a grande sacada de Esopo - Fontaine - onde adultos e crianças param e pensam onde se encaixam na sociedade.

Todos calhordas e heróis estão nas fábulas.

La Fontaine é considerado o pai da fábula pela pesquisa que fez sobre a forma e por resgatar estórias esquecidas pelo tempo.

Uma das fábulas mais famosas de Esopo é, O Asno, a Raposa e o Leão. E vou coloca-la aqui para que leiamos e quem sabe possamos exercitar nosso raciocínio, ao faze-lo pode ser que algumas coisas se aclarem em nossas mentes, pode ser que não. Mas o que temos a perder?
Leiam.

"Um asno (vocês podem trocar pelo que quiserem ou por quem), uma raposa (idem) e um leão ( ele é leonino, e todos se lembram - A parte do leão) aliaram-se para sair atrás de alimento (o que acham que cabe aqui?).

A raposa, mais astuta, arquitetou o plano, o asno, mais burro, fazia muito barulho galopando ia à frente pela selva para alertar os animais da presença do Leão.

O Leão, sendo mais forte, capturava os animais, mesmo fugidios.

Ao fim da caçada, o leão pediu a raposa que dividisse a caça em três partes iguais. Feita a partilha, o leão voou no asno e devorou-o, depois disse sonso para raposa: A primeira parte é minha, por ser o rei da selva. A segunda parte é minha por ser teu sócio e a terceira parte é minha se você não quiser que aconteça contigo o mesmo que fiz ao Asno.

Moral da História:
Cuidado com quem você se associa, os mais fortes sempre ganham no final.

Essa estória é que é atribuida a Esopo, que teria sido contada por La Fontaine. Mas eu não havia lido ou tido conhecimento desta fabúla, a que conheço difere desta um pouco ainda que na essência me pareçam iguais.
Todas a fábulas de Esopo retratam o cotidiano que ele vivia, em uma época e em um ambiente completamente diferente do nosso e de nossa realidade, uma distância quase que impossível de se imaginar, isso é o que mais me impressiona. A atualidade das fábulas e como se encaixam em nosso dia dia. Me coloco a pensar que tudo é ciclico, a vida é realmente um vai e vem assim como os costumes, a moda, o que nos difere de nossos antepassados seria a nossa suposta evolução, e isso me choca e me faz colocar aqui a pergunta que ecoa em meu íntimo tirando meu sono. Onde foi que evoluí? Coloque-se em uma realidade passada e sentirá diram alguns, mas eu penso - Sim, mas hoje a minha realidade é outra, e nesse contexto atual esquecendo-se momentâneamente do passado ( se é que isso é possível) onde estaria minha evolução? Alguém poderia me responder? Esqueçam-se da modernidade e passem ao exercício da aglutinação de idéias advindas de seu íntimo, e não me respondam, mas sim respondam a si próprio em primeiro lugar, exercitem a capacidade auditiva e se escutem, após isso com coerência, me passem o resultado.

Houve tempo em que fui mais esperançoso, não com o que acontece comigo, mas, sim com a realidade dos que estão a minha volta. Hoje já não tenho nem a esperança nem a certeza. Evoluir na era da informação tem obrigatóriamente que estar ligado a se auto educar, a ler a se informar e a buscar a verdade, mas não a minha verdade, e sim a sua verdade. Eu dirigo minha vida porque não lamento minhas mazelas, e porque sou responsável pelos meus atos, não me deixo dirigir, mas tenho a humildade de perguntar - Qual a direção a tomar para que eu possa alcançar o meu caminho? Seja qual for a resposta eu me preparei para pensa-la repensa-la e analisar se me serve, ou se tenho que continuar minha busca. Não me ponho a caçar ou negociar com o leão, tenho consciência de minhas limitações.

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