terça-feira, 30 de outubro de 2018

Energia Eletrica - O que são harmónicos?


 A Energia Elétrica que recebemos é de corrente alternada e tem a frequência de 60Hz que chamamos de fundamental; harmónicas são correntes com frequências múltiplas da fundamental que transitam no sistema causando grandes danos a equipamentos e condutores.




Qualquer mudança no sinal da onda da tensão ou corrente é designada como distorção, geralmente conhecida por THD ou taxa de distorção harmónica. Distorção na onda da tensão é designado como taxa de distorção harmónica na tensão (THDV - taxa de distorção harmónica na tensão simples, THDU - taxa de distorção harmónica na tensão composta). O mesmo acontece na onda da corrente em que a distorção é designada por taxa de distorção harmónica na corrente (THDI).

A distorção harmónica é composta por várias ondas sobrepostas à onda da corrente ou tensão da frequência fundamental. Essas ondas sobrepostas são harmónicos com ordem desde 2 até 50. A frequência de uma onda puramente sinusoidal é designada como frequência fundamental e possui uma harmónica de ordem 1, a harmónica de ordem 2 terá o dobro da frequência fundamental, e assim consecutivamente até a ordem 50.

A taxa de distorção harmónica é a diferença entre o valor eficaz da onda completa (até a ordem 50) e o valor eficaz da onda de frequência fundamental (ordem 1 a 50 Hz).

Com a presença de distorção harmónica, os equipamentos passam a trabalhar de forma deficiente, há prejuízo ao fator de potência, os condensadores são sobrecarregados, o isolamento dos condutores sofrem perdas devido a altas temperaturas dos mesmos, ocorrem queimas de equipamentos mais sensíveis como variadores de velocidade, arrancadores suaves, placas de interface entre equipamentos, entre outros, e com a diminuição da qualidade da energia, paga-se mais do que se consome, graças ao desperdício.
Quer saber mais sobre como sua indústria pode economizar energia e obter maior eficiência energética nos processos produtivos?

Entre em contato pelo nosso telefone e ou e-mail: (16)992337851 / josepinto at hddbrazil.com.br (substitua o at por @ e tire os espaços.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Financiamento de Projetos de Eficiência Energética

Linhas de financiamento disponíveis.

A implementação de projetos de eficiência energética requer, além da contratação de empresas especializadas na prestação de serviço, a utilização de equipamentos e sistemas de controle e gerenciamento. Para atender a essa demanda, um aspecto importante é o financeiro que ampara a realização de todas as etapas de um projeto.

Os bancos privados possuem linhas de crédito comuns no mercado financeiro como capital de giro, conta garantida, dentre outras, mas esses produtos são considerados empréstimos ainda que em alguns casos, tenham uma finalidade socioambiental. Para projetos de eficiência energética o ideal é utilizarmos linhas de financiamento, pois possuem finalidades específicas, com prazos mais longos, taxas e condições mais atrativas.

Atualmente, o mercado financeiro (bancos privados, agências de fomento, bancos de desenvolvimento, etc.), disponibiliza diversas linhas de financiamento para diversos objetivos, como por exemplo: promover a inovação tecnológica, reduzir as perdas na produção e transmissão de energia elétrica. Com elas também são realizados o isolamento de tubulações, sistemas de recuperação de calor; instalação de equipamentos que reduzam o consumo energético, melhoria de sistema de iluminação e refrigeração, bem como o financiamento da elaboração de diagnósticos energéticos para micros, pequenas, e médias empresas.

Abaixo seguem informações de algumas dessas linhas:

Desenvolve SP

A Agência de Desenvolvimento Paulista – Desenvolve SP é uma instituição financeira do governo do Estado de São Paulo focada no desenvolvimento sustentável da economia paulista. Trabalha com juros mais baixos e prazos mais longos dos que os oferecidos pelo mercado tradicional de crédito para poder atender pequenos e médios empresários em busca de financiamentos para ampliar ou modernizar o seu negócio de forma planejada.

Além de linhas de crédito que atendem os setores da indústria, comércio, serviços e agronegócios, a instituição também oferece a possibilidade de contratação de Fundos Garantidores aos pequenos empresários que encontram dificuldades em apresentar garantias reais na hora de obter o financiamento, como o Fundo de Aval – FDA, do Governo do Estado de São Paulo; o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas – FAMPE, do SEBRAE, e o Fundo Garantidor para Investimentos – FGI, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Dentre as linhas de financiamento, a Desenvolve SP financia projetos sustentáveis, que promovam significativa redução de emissões de gases de efeito estufa e que minimizem o impacto no meio ambiente, nas áreas de energia renováveis, eficiência energética e processos industriais, entre outras.

Cartão BNDES

Voltado para Micro, Pequenas e Médias empresas de controle nacional, o cartão BNDES consiste em um crédito pré-aprovado para aquisição de produtos credenciados no Portal de Operações do cartão BNDES. Com o objetivo de ampliar a oferta de serviços especializados em eficiência energética e, consequentemente, aumentar a demanda por financiamentos para implantação de projetos desta natureza no país, o Cartão BNDES também pode financiar Diagnósticos de Eficiência Energética limitados ao valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais).

Para ter acesso ao financiamento, os empresários interessados devem buscar os serviços das empresas especializadas em conservação de energia que possuem o selo do Programa de Qualificação – QUALIESCO, bem como estejam credenciadas pelo BNDES.

A taxa de juros é definida mensalmente e está disponível e atualizada no Portal de Operações do Cartão BNDES. A amortização pode ser em prestações mensais, fixas e iguais sendo que alguns bancos emissores podem oferecer prazos diferenciados. As garantias são negociadas entre o banco emissor e o cliente, na análise de crédito para concessão do cartão.

BNDES – MPME Inovadora

Dentro do programa MPME Inovadora, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES permite investimentos em eficiência energética.

O programa tem como objetivo aumentar a competitividade das micros, pequenas e médias empresas, financiando os investimentos necessários para a introdução de inovações no mercado, de forma articulada com os demais atores do Sistema Nacional de Inovação, contemplando ações contínuas de melhorias incrementais em seus produtos e/ou processos, além do aprimoramento de suas competências, estrutura e conhecimentos técnicos.

Pode ser solicitada por empresas sediadas no País e empresários individuais inscritos no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e no Registro Público de Empresas Mercantil (RPEM), que sejam classificados por porte como MPMEs.

BNDES – PROESCO

É uma linha criada para apoiar projetos de eficiência energética disponível para Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ESCO); usuários finais de energia e empresas de geração, transmissão e distribuição de energia. Através dela podem ser financiadas intervenções que comprovadamente contribuam para a economia de energia, aumentem a eficiência global do sistema energético ou promovam a substituição de combustíveis de origem fóssil por fontes renováveis.

Dentre os focos de ação possíveis, destacam-se os seguintes: iluminação; motores; otimização de processos; ar comprimido; bombeamento; ar condicionado e ventilação; refrigeração e resfriamento; produção e distribuição de vapor; aquecimento; automação e controle; geração, transmissão e distribuição de energia; gerenciamento energético; melhoria da qualidade da energia, inclusive correção do fator de potência; e redução da demanda no horário de ponta do consumo do sistema elétrico.

E com relação aos itens financiáveis, temos: Estudos e projetos; obras e instalações; máquinas e equipamentos novos, fabricados no país e credenciados no BNDES; máquinas e equipamentos importados, sem similar nacional e já internalizados no mercado nacional; serviços técnicos especializados; e sistemas de informação, monitoramento, controle e fiscalização.
O BNDES pode apoiar o capital de giro associado a itens de projetos financiados nesta linha.

As operações no âmbito do PROESCO poderão ser realizadas tanto diretamente pelo BNDES como por intermédio de instituições financeiras credenciadas, mediante repasse ou mandato específico, independentemente do valor do pedido do financiamento.

INOVACRED – FINEP

Esta linha tem como objetivo oferecer financiamento no desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços, ou no aprimoramento dos já existentes, ou ainda em inovação em marketing ou inovação organizacional visando ampliar a competitividade das empresas no âmbito regional ou nacional. Esse apoio será concedido de forma descentralizada, por meio de agentes financeiros, que atuarão em seus respectivos estados ou regiões, assumindo o risco das operações.

São algumas atividades que contribuem para a geração de conhecimento: demonstração de conceito e simulação, quando associados à inovação; desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços; protótipo e prototipagem; engenharia básica (concepção e definição dos parâmetros desconhecidos para detalhamento de projetos-engenharia não rotineiro); absorção de tecnologia.
Algumas atividades que utilizam e/ou aprimoram o conhecimento: compra e adaptação de tecnologia (inclusive assistência técnica); aprimoramento de tecnologias, produtos, processos e serviços; Infraestrutura de P&D; desenho industrial; planta piloto (scale-up); comercialização pioneira.
E algumas atividades que dão suporte à utilização do conhecimento: implantação de sistemas de controle de qualidade; metrologia, normalização, regulamentação técnica e validação de conformidade (inspeção, ensaios, certificação e demais processos de autorização); pré-investimento (estudos de viabilidade, estudos de mercado, planos de negócios, planos de marketing, e prospecção tecnológica); modelos de negócios inovadores.

BNDES Finame

Financiamento, por intermédio de instituições financeiras credenciadas, para produção e aquisição de máquinas, equipamentos e bens de informática e automação novos, de fabricação nacional e credenciados no BNDES.

As operações de financiamento são realizadas de forma indireta, apenas por meio de instituições financeiras credenciadas ao BNDES.

O apoio financeiro poderá ser concedido nas seguintes modalidades: Financiamento à compradora para a aquisição; Financiamento ao fabricante para a produção; Financiamento ao fabricante para a comercialização.

BNDES Automático

Financiamento, por intermédio de instituições financeiras credenciadas, a projetos de investimento, cujos valores de financiamento sejam inferiores ou iguais a R$ 20 milhões. Esse valor também representa o máximo que cada cliente pode financiar a cada período de 12 meses, contados a partir da data de homologação da operação pelo BNDES.

O produto BNDES Automático divide-se em linhas de financiamento, com condições financeiras específicas para melhor atender ao cliente, de acordo com o porte ou a atividade econômica.

Podem ser financiados investimentos para implantação, ampliação, recuperação e modernização de ativos fixos, bem como projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, nos setores de indústria, infraestrutura, comércio, prestação de serviços, agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura.

Cada linha de financiamento do BNDES Automático tem condições financeiras específicas, como a taxa de juros.

BNDES Soluções Tecnológicas

O BNDES Soluções Tecnológicas é um produto financeiro que tem como objetivo apoiar o mercado de comercialização de soluções tecnológicas no país, concedendo financiamento à aquisição de soluções e auxiliando na consolidação de um canal de comunicação entre compradores e fornecedores.

De uma forma geral, soluções tecnológicas podem ser definidas como o serviço de aplicação de uma tecnologia orientada a satisfazer as necessidades de criação/modificação/melhoria de produto ou processo das empresas e demais instituições.

As soluções que podem ser financiadas pelo BNDES Soluções Tecnológicas são oferecidas por universidades, empresas de base tecnológica e outras instituições fornecedoras de tecnologia credenciadas ao BNDES.

Empresas e instituições de todos os portes e setores da economia interessadas em adquirir soluções tecnológicas poderão solicitar o financiamento para contratar as soluções de seu interesse e incorporar, assim, novas tecnologias aos seus produtos e processos.


Quer saber mais sobre como sua indústria pode usar o crédito oferecido pelos Bancos para voce fazer projetos para economizar energia e obter maior eficiência energética nos processos produtivos?

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BNDES anuncia mais R$ 2,2 bi para apoiar investimentos em energias renováveis

Banco lançou uma linha permanente para financiar equipamentos: o Finame Energia Renovável, que tem dotação inicial de R$ 2 bilhões.

Fundo Clima ganha novo aporte, de R$ 228 milhões.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou uma linha permanente para apoiar investimentos em energias renováveis, o BNDES Finame Energia Renovável, com dotação inicial de R$ 2 bilhões. De forma complementar, o programa Fundo Clima – Linha Máquinas e Equipamentos Eficientes também teve aprovado aporte de recursos de R$ 228 milhões para novos financiamentos.
Com a linha BNDES Finame Energia Renovável, os clientes — condomínios, empresas, cooperativas, produtores rurais e pessoas físicas — podem financiar, junto a bancos privados, públicos e agências de fomento, até 100% do total a ser aplicado nos equipamentos, com prazos de pagamento de até 120 meses e carência de até 24 meses. A linha já está em operação para financiar equipamentos como sistemas de geração de energia solar de até 375 KW, de energia eólica de até 100 KW e de aquecimento de água por meio de placas coletoras solares.
O financiamento pode ser corrigido por TLP, Selic ou Taxa Fixa do BNDES, sendo a TFB aplicável apenas às Micro, Pequena e Média Empresas (MPMEs). O custo final inclui a remuneração do BNDES — de 1,05% ao ano — e a do agente financeiro. Considerando o spread médio dos repassadores de crédito no BNDES Finame a taxa final é de, aproximadamente, 1,3% ao mês às MPMEs. A partir do envio da proposta pelo agente financeiro, a aprovação da operação é feita em poucos segundos através da plataforma BNDES Online.
Os equipamentos a serem financiados devem estar habilitados na base do BNDES, que exige que sejam novos, nacionais e cumpram requisitos de conteúdo local. Essa exigência visa a fortalecer a indústria, mão de obra e serviços nacionais; promover o fortalecimento da cadeia produtiva nacional; e facilitar a difusão e a incorporação de conhecimento técnico pela cadeia de fornecedores e seus elos.
Destaca-se que além de contribuir para o meio ambiente, por se tratar de geração de energia limpa, os consumidores poderão reduzir seus gastos com a conta de luz e, dependendo da região, trocar o excedente por créditos a serem utilizados futuramente. A geração distribuída reduz o risco de interrupção do fornecimento de energia, dado que a multiplicação dos pontos de geração provê maior segurança ao sistema.
Fundo Clima – O Finame Energia Renovável é a segunda iniciativa recente do BNDES para incentivar o investimento em energia limpa. Em junho foi lançado o Programa Fundo Clima – Linha Máquinas e Equipamentos Eficientes para financiar investimentos em sistemas fotovoltaicos, permitindo o acesso inclusive de pessoas físicas. O resultado foi exitoso: cerca de R$ 80 milhões em financiamentos aprovados em menos de 2 meses.
Agora, o novo aporte de R$ 228 milhões vai possibilitar a reabertura do Fundo Clima para pedidos de financiamento. Além de sistemas fotovoltaicos, a linha pode financiar aerogeradores de pequeno porte, geradores de energia a biogás e inversores de frequência. Os financiamentos do Fundo Clima devem ser feitos junto a bancos públicos e a taxa de juros é de até 4,5% ao ano, com prazo máximo de até 12 anos.
Histórico – O Fundo Clima, instituído pela Lei 12.114/2009, é um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima, e seu objetivo é financiar projetos de mitigação das mudanças climáticas, utilizando tecnologias que ainda precisam de incentivo para sua difusão. Dessa forma, o Fundo Clima alinha-se ao compromisso brasileiro, no âmbito do Acordo de Paris, de reduzir em 37% as emissões de gases de efeito estufa até 2025.
O BNDES é o Agente Financeiro da parte reembolsável e membro do Comitê Gestor do Fundo, formado por Ministérios, Indústria, Academia e Sociedade Civil. A carteira atual possui aproximadamente R$ 580 milhões em projetos, sendo mais de R$ 430 milhões já aprovados pelo BNDES, que alavancaram mais de R$ 1 bilhão em financiamentos para redução de emissões de gases do efeito estufa. Estima-se que esses investimentos devem reduzir a emissão de gases do efeito estufa em cerca de 4 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

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