segunda-feira, 25 de maio de 2015

VPN porque navegar, com segurança, é preciso


VPN, Vitual Private Network em ingles em portugues Rede Privada Virtual.
O próprio nome já é uma definição o que faremos ( ou pelo menos tentaremos fazer)  é descrever o tipo de rede que é a VPN.

A cada vez que conectamos mais de um computador estamos formando uma rede, no passado recente rede de computadores era um negocio complexo complicado com muitas regras e muitas formações, tivemos classificação por topologia, rede paralela, rede estrela, rede anel, rede barra e outros nomes que nos indicavam que tipo de rede que estávamos vendo ou usando. Hoje com as redes mais difundidas e usadas já temos outras classificações, como LAN (Local Área Network) Rede Local, MAN (Metropolitam Área Network) Rede Metropolitana, WAN (Wide Área Network) rede de longa distancia, WLAN (Wireless Local Area Network) rede local sem fio, WMAN (Wireless Metropolitan Área Network) rede metropolitana sem fio, SAN - Rede de Área de Armazenamento, PAN - Rede de Área Pessoal, VLAN Rede local virtual (Virtual Local Área Network), Redes "Ethernet", Redes Intranets.

As redes também podem ser classificadas por categorias seguindo alguns critérios preestabelecidos.
Levando-se em consideração a dimensão ou a área geográfica as redes podem ser: Redes Pessoais, Locais, Metropolitanas.
Por classificação através do material usado para transporte, redes de cobre, redes de fibra óptica, redes por rádio e redes por satélite.
As redes podem ser, industriais, corporativas, particulares, pessoais.
Considerando o método que será usado para o trafego dos dados, as redes podem ser, broadcast, rede de troca de pacotes, rede de comutação de circuitos, redes sequenciais, redes ponto a ponto.
Temos ainda as redes. token-ring, FDDI, ATM, ISDN.

Nossa abordagem de maior abrangência e profundidade nesse artigo será a VPN, por se tratar de uma rede que pode ser de qualquer dos tipos citados com relação à abrangência ou ao tipo quando transportando dados, mas o crucial é que e um tipo de rede onde o objetivo principal é a segurança dos dados emitidos e do emissor  destes dados, ai temos o nosso objeto SEGURANÇA.

Claro que não nos furtaremos a colocar a descrição coloquial que pode ser encontrada em vários sites.
VPN - Rede Privada Virtual é uma rede privada construída sobre a infraestrutura de uma rede pública ou compartilhada, normalmente a Internet, usando tecnologias de tunelamento e criptografia para manter seguros os dados trafegados. Ao invés de se utilizar links dedicados ou redes de pacotes (como Frame Relay e X.25) para conectar redes remotas, utiliza-se a infraestrutura da Internet para transportar os dados. No caso a VPN funciona como uma mascara para sua rede, de forma que você possa fazer todo o seu trabalho sem correr o risco de estar sendo bisbilhotado o tempo todo, como ocorre normalmente ao se usar a rede www.

As VPNs permitem que funcionários de uma empresa acessem com segurança a rede da empresa que trabalha (Intranet) caso estejam fora do domicilio ou mesmo fora do escritório, usuários individuais (chamados comumente de usuários finais, “end user”) poderão usar uma  VPN para se proteger ao fazer transações usando uma internet sem fio (wireless), podendo também contornar restrições impostas pelo seu ISP (internet service provider) como restrições de natureza geográfica e censura, claro que ao usar uma VPN passa-se a ter uma proteção de identidade e de localização também.

As VPNs possuem características diferentes em todos seus aspectos, e como toda comunicação digital faz uso de protocolos, no caso os mais comuns são: Open VPN, PPTP VPN, Site-to-Site VPN, L2TP VPN, IPsec, SSL, MPLS VPN,  Hybrid VPN.

Os mais comuns para o "end user" são o PPTP (Point-to-Point Tunneling Protocol) e o OPENVPN,  a escolha destes normalmente recai quando da não aceitação de um ou outro por motivo qualquer, o PPTP no caso do Windows é configurado diretamente pois o Windows tem suporte para ele (sistemas Android e IOS também) e o OPENVPN usa um cliente open source (gratuito) para ativa-lo. Existe outros motivos para se optar pelos OPENVPN, no caso de não se ter impedimento de qualquer ordem,  o PPTP tem criptografia básica de 128 bits, já o OPENVPN tem a mais alta criptografia, onde os dados são autenticados com certificados digitais.de 256 bits.  Em se tratando de velocidade o OPENVPN é bem mais rápido e possui maior confiabilidade e estabilidade, mesmo atrás de roteadores sem fio, em redes não confiáveis e em Wi-Fi hotspots.

Benefícios do uso de VPN para diárias experiência de navegação na Internet :
Criptografa e comprime todo o tráfego de navegação na web para uma navegação segura e rápida.
Desbloqueia shaping (Traffic shaping é um termo da língua inglesa, utilizado para definir a prática de priorização do tráfego de dados, através do condicionamento do débito de redes, a fim de otimizar o uso da largura de banda disponível), e filtering (uso de filtros seletivos) que o ISP local aplica e lhe devolve a liberdade de navegar.
Protege contra sniffiing (prática que, utilizando uma ferramenta genericamente chamada sniffer, intercepta e registra tráfego de dados e é capaz de decodificar o conteúdo trocado entre computadores de uma rede) e sistemas de monitoramento de websites trabalhando em alta velocidade com todos os tipos de conexao de Internet.
O seu IP real fica 100% protegido ao usar uma VPN.
Trabalha com todos os sistemas operacionais mais usados como o Microsoft Windows XP / Vista / 7, Apple Mac OSX , Linux Ubuntu,com a maioria dos telefones móveis como o iPhone 4S, o novo iPad , Samsung Galaxy III Google Android Phone , WM65 e a maioria dos equipamentos de rede.

 
Os chamados OPENVPN gratuitos podem ser encontrados na Internet, mas normalmente possuem vários entraves como baixa velocidade e quantidade de dados a serem transmitidos com limites diários.

Maiores detalhes sobre as VPNs serão abordados em um próximo artigo.

domingo, 3 de maio de 2015

Uma breve história dos Hard disk drivers (disco rígido)



Os discos rígidos (hard disks, hard drivers, winchesters,  são um dos mais importantes e também um dos componentes mais interessantes dentro do PC. Eles têm uma longa e interessante história  que remonta ao início da década de 1950. Talvez uma razão para eu acha-los tão fascinante é como os engenheiros ao longo das últimas décadas trabalharam para melhorá-los em todos os aspectos: confiabilidade, capacidade, velocidade, consumo de energia e muito mais.

Os computadores sem os hard disks


No inicio dos anos 80 os primeiros denominados “computadores pessoais”, seria praticamente impossível imaginar os computadores atuais sem hard disk. Afinal todos nos temos bilhões e bilhões de informações para arquivar e para ler. Ao imaginar  nossa vida, nos dias atuais, sem um hard disk o que teríamos seria um enorme inconveniente. Não havia como montar um utilitário ou mesmo fazer qualquer ação e tê-la a mão em uma próxima necessidade, por isso mesmo um de meus questionamentos a um professor da área de informática, isso quando eu cursava engenharia no Rio de janeiro, porque ele entendia os computadores como um fato fascinante? Independente de tudo esse fato foi uma das maiores dores de cabeça do inicio da computação pessoal. Claro que nesse primeiro momento com todas as adversidades era unanime a opinião que computação pessoal seria impossível, já que as tarefas continuariam a ser um fato repetitivo. Com isso era imaginável que algum tipo de armazenamento permanente seria necessário se quiséssemos que os computadores se tornassem uma ferramenta útil.

 O primeiro meio de armazenamento usado em computadores foi realmente o papel. Programas e dados foram gravados usando buracos perfurados em fitas de papel ou cartões perfurados.

Um leitor especial usava um feixe de luz para digitalizar os cartões ou as fitas; onde um orifício equivalia a ler "1", e o papel bloqueado o sensor entendia como sendo um "0" (ou vice-versa).
Isso foi um arranjo muito simples. Eu me lembro de que tínhamos que usar um perfurador de cartões aonde digitávamos as informações e ele ia fazendo a “tradução” para o sistema binário ( 0 e 1), ora furando ora passando em branco. Apesar de se concluir (na época e mesmo hoje) que este fato foi um grande avanço na informática (o vestibular CESGRANRIO de 1972 usou o sistema de cartões perfurados para correção das provas, éramos tantos candidatos  a fazer a prova que o local foi o estádio Mario Filho  (Maracanã) isso era um grande inconveniente. Você basicamente escrevia toda a ação (Programa, texto, contas) em um rascunho, testava (algumas vezes usando somente o raciocínio, fazendo tudo de “cabeça) e ai iniciava o processo da perfuração, lembrando que qualquer descuido ou erro todo o trabalho se perdia e tinha que começar tudo do zero. Imagine se por algum motivo (tipo lei de Murphy) os cartões caíssem no chão e acabasse por perder a sequencia ( é isso mesmo, eles nem mesmo era numerados automaticamente, isso era um trabalho manual), lá ia se perdendo tudo novamente. Apesar de todos esse percalços os cartões (papel) foi usado por muito tempo.

Não pense você que esse foi o único “entrave” a ser vencido, antes dos “maravilhosos” meios magnéticos serem usados ainda tivemos que enfrentar os famosos “tapes magnéticos” .
Eu acredito que quase todo mundo tenha pelo menos visto fotos de grandes rolos de fita que foram usados ​​nos computadores mais antigos . A gravação das informações era de uma forma semelhante à forma como se grava áudio em uma fita, essas fitas magnéticas eram muito mais flexível, durável e um processo muito mais rápido do que a fita de papel ou os cartões perfurados.
É claro, que fita magnética ainda  é usada nos dias de hoje em computadores modernos, mas normalmente como uma forma de off-line e para  armazenamento secundário, backups. Antes do aparecimento dos discos rígidos, essas fitas eram o armazenamento primário para praticamente todos os computadores. A sua principal desvantagem era que as fitas eram lidas de forma linear, e isto leva alguns minutos para se ir de uma extremidade da fita para o outro, tornando (na época, claro, hoje as fitas magnéticas usadas para backup estão bem diferentes, e são muito mais eficientes e confiáveis) impraticável acesso aleatório.

Os computadores pessoais foram desenvolvidos muito mais tarde do que os primeiros computadores, os grandes mainframes, e foram, portanto, os beneficiários dos avanços em tecnologias de armazenamento no início de sua existência. Meu primeiro computador foi montado por mim em 1978, por essa época eu colecionava uma revista que versava sobre eletrônica, o projeto de computador foi um ZN 8000 e não tinha memoria e sim passos de programação, já em 1980 comprei meu micro computador e dai por diante foi uma sequencia de troca de computador passando por um CP300, um TRS III, um TRS IV e finalmente em 1986 o meu primeiro IBM PC compatível. Uma grande máquina para aprender um pouco mais sobre micro informática, usando-a  me deu uma profunda noção para a importância do armazenamento isso porque não tinha nenhum. Nem mesmo uma unidade de disquete que comprei já na segunda semana de uso. Minhas alternativas iniciais foram digitar programas com a mão (o que eu fiz algumas vezes) ou tentar carregá-los a partir de uma fita cassete. Isso mesmo que você esta pensando, uma fita cassete de áudio. Se você pensou que as unidades de fita de computadores modernos não eram confiáveis ​​, você deveria ter tentado conseguir trabalhar com um gravador de fita cassete. Oh, e eu também tive que viajar para ter minhas primeiras aulas de basic.


Ao comprar meu primeiro floppy disk drive 360kb single-sided, tinha que virar o disquete para lê-lo todo, mas na época essa experiência me dava uma grande felicidade e uma imensa sensação de liberdade  eu podia guardar tudo o que fazia para ter a seguir sem os percalços do gravador, vocês não fazem ideia da sensação. Meu primeiro IBM-PC compatível foi muito caro e meu primeiro disk drive um verdadeiro terror de caro. Uma das primeiras observações que fiz foi que para acessar os dados gravados eu não tinha necessidade de lê-los em sequencia e sim randomicamente o que acelerava o processo enormemente, pense na condição que havia e imagine a portabilidade que isso me permitiu ter.


A minha primeira aventura com hard disk (experiência, mas quem não viveu não pode fazer ideia do que foi) foi uma adaptação de um “Winchester” de 5mb de um sistema 700, após isso fui apresentado a um hard disk da Seagate de 10mb que acabei descobrindo que era na realidade de 20mb. Foram para mim anos dourados, descobertas, aventuras, realizações e decepções também, mas valeu a pena e muito.

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